quarta-feira, 15 de julho de 2026

Um Lugar Sem Passado (O Livro ) Sinopse, o Autor e a Crítica Literária

Durante dezesseis anos, o Cine divulgou obras cinematográficas inéditas ou raras.

Hoje, o blog abre espaço para apresentar um livro importante para o Cinéfilo.

👉 A pré-venda já está aberta. Venha ser um dos primeiros leitores.

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Sinopse: Um Lugar sem Passado acompanha a história de Ezequiel, descendente de imigrantes portugueses que durante um tempo habitaram nas Minas Gerais, e posteriormente abriram caminho até o centro-oeste onde chegaram em 1877. Acompanhamos a trajetória de Ezequiel da infância ao primeiro amor, Sirlene — uma presença ausente que o acompanha quando ele deixa a pequena Capim Branco, no Mato Grosso, e parte em uma longa jornada pelas metrópoles de São Paulo e Piracicaba, onde se vê envolto em solidão e inquietações existenciais. Trinta anos depois, ele retorna à terra natal e constrói o Lanterna 364, um restaurante rústico à beira da rodovia, que se torna refúgio para figuras deslocadas e solitárias. Sua rotina é abalada com a chegada de Zara, uma cantora cuja semelhança com Sirlene faz o passado ressurgir com força avassaladora. Romance poético e intrigante, Um Lugar sem Passado investiga a sobrevivência do amor, em uma narrativa de atmosfera atemporal que dissolve as fronteiras entre lembranças e realidade. O amor deixa de ser apenas memória para se tornar força viva, capaz de alterar o tecido do mundo.

O autor:  Samuel Rezende é escritor e trabalha na área de assessoria jurídica. Natural de Cuiabá (MT), reside em Florianópolis (SC). A paixão pela literatura começou aos dez anos de idade. Suas principais influências vão de autores como Dostoiévski, François Mauriac, Flannery O'Connor e John Steinbeck a cineastas  como Terrence Malick, Jim Jarmusch, David Lynch e Wim Wenders, o que o leva a transitar na zona crepuscular das cicatrizes da existência – amor, memória, solidão, culpa, redenção, pertencimento.
As luzes do Lanterna 364 estão acesas. A porta está aberta. Entre. Sente-se à mesa. Vamos tomar um café?


2 comentários:

  1. Parece ser um livro legal, muito bom divulgar livros novos de autores brasileiros. Estou um pouco cansada das temáticas comteporâneas que tem dominado o mercado literário desenvolvido no Brasil, esse livro foge disso, parece ser bem interessante.

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  2. Palavras do autor: "Tenham certeza que trata-se de uma obra que dialoga com a Literatura como expressão artística, não como veículo de catequização de uma ou outra bandeira.
    Recentemente, o cineasta Wim Wenders gerou polêmica ao dizer: “Temos que ficar fora da política porque, se fizermos filmes que sejam declaradamente políticos, entraremos no campo da política. Somos o contrapeso da política, somos o oposto da política. Temos que fazer o trabalho do povo, não o trabalho dos políticos. O cinema tem um incrível poder de compaixão e empatia. O noticiário, não. A política não. Mas os filmes, sim. E esse é o nosso dever.”
    Acho que esta opinião abrange a arte de um modo geral.
    Sei que estou nadando contra a correnteza, mas sou fiel aquilo que aprendi com os grandes escritores.
    Como dizia G. K. Chesterton, “Uma coisa morta pode seguir a correnteza mas somente uma coisa viva pode contrariá-la.”
    A Literatura (sobre)vive mundo afora!

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